Após as tragédias de Paris e Mariana em uma mesma semana, começou uma curiosa competição de tragédias e suposta briga de bandeiras de perfil justamente entre Minas e França. Os intolerantes e patrulheiros ideológicos (sempre eles) insinuavam que optar pela bandeira de apoio a uma tragédia significaria [na cabecinha deles] estar oposto ou insensível às vítimas da outra. Pensavam estar sendo "politicamente corretos" ou "nacionalistas". Mas como a intolerância é companheira inseparável da ignorância, apenas confessavam seu desconhecimento. "Senta" que lá vem história:
Curiosamente, as bandeiras de Minas e França - justamente essas duas - são co-irmãs, e aludem ao mesmo movimento, momento, ideais - e, digamos, patrocinadores.
Quem conhece a história sabe perfeitamente que não é por acaso que a bandeira mineira tem formato tri ∴ angular e começa com um "Liberté / Libertas / Liberdade" em latim, uai!
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Libertas ∴ Liberté |
A bandeira original dos inconfidentes deixava mais claro ainda esse simbolismo de três pontos, e tinha cores VERMELHO BRANCO E AZUL como a francesa - veja foto abaixo. Depois a bandeira da inconfidência foi estilizada para a versão mineira atual, vermelha e mais discreta.
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vermelho ∴ azul ∴ branco |
As três cores da França na bandeira mineira eram uma alusão muito óbvia aos liberais mundiais dos três pontos. Por isso considerou-se uma bandeira mineira com a cor verde, das nossas matas. Entretanto, o triângulo verde descaracterizava demais o movimento inicial - e suas origens franco-iniciático-revolucionárias.
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Liberté, Égalité et Fraternité! |
Nós-K-nós, sempre desconfiei que Minas e França são quais-quia-mesma-coisa, uai. A começar pelo queijo, primeiro símbolo pelo qual um mineiro ou francês se definiria. Mas há muitas outras coincidências: a resistência ao mesmismo, a indústria do pret-a-porter fast-fashion, a preferência pelo slow food, o dialeto de ambos juntarem e mixarem as palavras: sempre digo que falar francês é fácil para um mineiro que fala "cê qué vê?", "on cô tô?" e "tôm prô cê!"
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Nóis é tudo quêjo do mesmo coalho, uai! |
Mineiros e franceses são conhecidos por serem pacatos e combativos que dão um boi para não entrar numa briga e uma boiada para não sair (lembram do Asterix?), pelo amor à vida simples e produtos da fazenda / de pays, pelo jeitim ao mesmo tempo charmoso simples chic e discreto de suas meninas (como elas conseguem?), e pelo mesmo arquiteto e pedreiros que construíram seus tempos e templos, revelações e revoluções, cátedras e catedrais.
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direita: Minas escrever o texto entre duas colunas |
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esquerda: França
escrever o texto
entre duas colunas
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Quem me conhece mêssssssmmm' sabe que em minha moto essas duas bandeiras - mineira e francesa - sempre coexistiram. Uma de cada lado da scooter, com a brasileira no meio.
Apesar de eu ser mineiro e francófilo, não é só por isso que essas duas bandeiras estão lá, juntas, há anos.
Ninguém é obrigado a saber de tantos detalhes históricos e iniciáticos, é claro... a não ser que queira perseguir os perfis de amigos com seu chativismo ignorante (pleonasmo). Nesse caso, passa atestado de burrice, para dizer o mínimo.
Com tanta causa mais útil do que combater a solidariedade alheia, o irônico nisso tudo é que é muito atestado de ignorância histórica os intolerantes (sempre eles) estarem OPONDO e fazendo competir justamente estas bandeiras coirmãs perfeitas de França e Minas Gerais.
Com tanta causa mais útil do que combater a solidariedade alheia, o irônico nisso tudo é que é muito atestado de ignorância histórica os intolerantes (sempre eles) estarem OPONDO e fazendo competir justamente estas bandeiras coirmãs perfeitas de França e Minas Gerais.
Que coincidência! Né que lembra mêssssm' a bandeira mineira, uai?
Nu! Só pode sê coisa do Obama, eu vi esse mesmo ôio e pirâmide na nota do dólar..
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